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terça-feira, 1 de março de 2011

Random things that make me happy #2

Podia explicar o porquê de postar esta fotografia, mas vou deixá-la falar por si....
ass:Rita

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Contagem Decrescente Para a Ceia de Natal #2

Porque o que é o Natal sem alguém especial com quem o partilhar? Mesmo que seja um amigo que está lá desde sempre!
ass:Rita

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Contagem Decrescente Para a Ceia de Natal #3

Ai que o Natal está cada vez mais perto! Hoje comecei a fazer as decorações (artesanais) para a mesa do jantar e da Ceia. E estão a dar um trabalhão! Não sou a pessoa mais católica de sempre, simplesmente levo o Natal como uma época do ano para passar com a família e sentir o amor à nossa volta. Eu sei que se trata do nascimento de Cristo, mas a verdade é que sou devotada à ciência e não à igreja, mas este é um bom pretexto para juntar toda a família à volta da lareira, e ver os olhos dos mais novos brilhar com a magia ;)
ass:Rita

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Preconceito


Aviso desde já que estou a escrever este post irritadíssima!
E vou explicar o porquê:
Estava eu a voltar da escola, e quando entro no comboio estava um casal de homens abraçados, a mexer no cabelo um do outro e aos beijos, muito mais apaixonados que muitos outros casais, e eu super enternecida fiquei logo bem disposta porque achei super amoroso, sentia-se o amor em toda a carruagem do comboio.
Mas pelos vistos as duas mulheres que estavam sentadas à minha frente não acharam o mesmo. 
Comecei a dar conta que as senhoras estavam a sussurrar e depois olhavam para trás de mim, onde os homens estavam em pé. E isso começou a enervar-me! "Que raio de gente preconceituosa é esta neste país que não deixa ninguém em paz?" comecei a pensar.
Depois comecei a prestar atenção ao que elas diziam porque até podiam estar a falar bem deles e eu a julgar, e isso é que não podia ser. Mas a primeira coisa que ouvi foi "...foi aprovado isso não quer dizer que o possam esfregar na cara de todos!"
Ao que a outra responde "Isto é uma vergonha!"
Eu engoli o sapo e calei-me muito bem caladinha para não dar bronca, mas mesmo antes de sair do comboio não fui capaz de controlar o mau feitio e falei baixinho: "Vocês é que deviam ter vergonha de ser tão preconceituosas, não têm vidas próprias?"

...... resumindo e concluindo, vamos lá mas é rezar para não as voltar a encontrar no comboio....

Ass: Rita

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Eugénio de Andrade

Confesso que, infelizmente não sou muito dada à literatura portuguesa, mas soube deste senhor numa aula de português, e nessa mesma aula, a minha professora disse para pesquisar-mos um poema dele relacionado com a mãe e advertiu-nos logo que era uma explosão de emoções. Não tenho a certeza se era este o poema a que a senhora se referia, mas quando me apareceu este à frente confesso que fiquei emocionada, e gostei  do facto  de que relata também as relações entre mães e filhos ao longo do crescimento, quer de uns quer de outros.Gostei tanto que li duas vezes... Eu sei não é assim tanto, mas para além das palavras a que ele se refere no poema, as que se escondem no meio das linhas do poema, são igualmente importantes. Para além deste poema, há também outros poemas igualmente lindos, que podem proporcionar uma agradável leitura. Fica aqui o conselho e se o seguirem, espero que gostem tanto quanto eu gostei. =D

 Poema à Mãe:
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...

Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal..."

Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...

Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...

Boa noite. Eu vou com as aves! 





Ass: Marta